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ARTIGO – MEDICAMENTO GENÉRICO: a intercambialidade entre medicamento referencial e genérico

fevereiro 1, 2013

555287_320576288061649_667914583_nTrocar o medicamento prescrito por outro “nem sempre com o mesmo princípio ativo” é um procedimento grave. Gostaria, no entanto, de fazer uma distinção nesta postagem: trocar o medicamento prescrito por outro “nem sempre com o mesmo princípio ativo” É DIFERENTE DO QUE ACONTECE COM O INTERCÂMBIO COM MEDICAMENTO GENÉRICO, que é uma ação descrita e regulamentada legalmente (Lei 9.787/99). É possível trocar um medicamento de referência por um genérico desde que a orientação seja feita pelo farmacêutico e não pelo balconista (nem sempre mais comprometido com a ética do que com o “comércio”).

Eficácia

Discutir a eficácia dos genéricos é tão saudável quanto discutir a qualidade de qualquer outro (similar ou de referência). Todos, médicos e pacientes, têm acesso livre à informação de que este ou aquele produto é registrado na ANVISA e que, portanto, passou pelas avaliações de compatibilidade e biodisponibilidade. No mercado nacional, não existe medicamento genérico sem registro. Portanto, a crítica ao intercâmbio tecnicamente respaldado não se sustenta.

Distinções e o caráter multiprofissional

É preciso diferenciar o procedimento tecnicamente respaldado daquele em que o intercâmbio é realizado entre medicamento de referência e similar. Críticas levianas e superficiais feitas diante do paciente levam ao descrédito dos medicamentos genéricos. Uma pena que isso ainda aconteça porque a Lei 9.787/99 foi feita para ajudar este mesmo paciente. Em meio a essa confusão de conceitos, regras e pseudo-regras no que se refere a medicamentos similares, referenciais e genéricos, tenho visto um crescente interesse da classe médica no sentido de estudar e entender as verdadeiras regras do jogo. É um avanço que não depende apenas do farmacêutico visto que a palavra do médico tem um grande peso no processo. Trata-se de uma questão multiprofissional. Se um dos atores desconhece as regras e emite falas distorcidas, a corrente se quebra.

Texto elaborado por André Luiz Ferrer Domenciano, Farmacêutico, Especialista em Farmácia Magistral Alopática.

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André Ferrer (2013) – A reprodução do texto é livre desde que o autor seja referenciado. “Escrever custa tempo, educação e trabalho. Respeite isso.”

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